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Solange Oliveira
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Game Changers: de Terapeuta Ocupacional a Software Tester - Solange Oliveira

Na Fabamaq, acreditamos que muitas das melhores histórias de tecnologia começam fora dela. Histórias de quem construiu um percurso sólido noutra área e, num determinado momento, decidiu mudar o jogo.

Nesta edição da rubrica Game Changers, partilhamos a história da Solange Oliveira, que, após dez anos como terapeuta ocupacional, decidiu abraçar um novo desafio na área tecnológica. Movida pela curiosidade, pela vontade de crescer e pela necessidade de explorar novas formas de resolver problemas, integra hoje a Fabamaq como Software Tester, numa função em que o rigor, a análise e a atenção ao detalhe fazem toda a diferença.


A sua reconversão prova que mudar de carreira não é apagar o passado, mas transformá-lo em valor, mesmo quando o caminho obriga a sair da zona de conforto.​

Enquanto trabalhou como terapeuta ocupacional, Solange acompanhou processos de reabilitação, trabalhou diretamente com pessoas, observou, testou hipóteses e ajustou estratégias. Era uma área onde se sentia segura, confiante e reconhecida. Ainda assim, com o passar do tempo, começou a sentir que algo já não estava alinhado.

“Durante muito tempo hesitei. Tinha investido muito, a nível pessoal e profissional, na terapia ocupacional”, explica. “Mas à medida que o tempo passava, tornava-se cada vez mais claro que a mudança era inevitável. Sentia, cada vez mais, que talvez já devesse ter dado esse passo mais cedo.”

Logo, a mudança deixou de ser apenas uma hipótese distante para se tornar uma decisão consciente.


Quando a tecnologia começa a fazer perguntas

Mesmo numa profissão centrada na relação humana, a tecnologia sempre fez parte do dia a dia da Solange. Ferramentas digitais e soluções técnicas eram usadas com frequência, mas nem sempre respondiam às necessidades reais da reabilitação.

“Recorria várias vezes a opções tecnológicas e percebia que as soluções disponíveis nem sempre eram suficientes”, conta. “Isso despertou em mim um interesse crescente em perceber como melhorar processos e resolver problemas de forma mais prática.”

O que a atraiu para a área tecnológica foi essa combinação entre lógica, análise e impacto. “Queria usar o meu pensamento analítico de forma diferente, perceber a lógica por trás das aplicações e estudar possibilidades para que tudo funcione corretamente.”


A decisão de mudar: com receios e planeamento

A reconversão não foi impulsiva. Exigiu organização, foco e escolhas difíceis. Investir em competências técnicas significou dedicar tempo quase exclusivo ao estudo e colocar alguns aspetos da vida pessoal em pausa.

“Estava numa fase em que era bastante independente e sabia que dar o salto ia exigir um planeamento familiar e orçamental diferente”, admite.

A formação em Python foi um dos primeiros passos mais estruturados. O interesse cresceu e, em 2023, decidiu entrar no programa Switch, onde encontrou a base necessária para avançar de forma mais consistente.


"Tive de me organizar, antecipar problemas e pedir ajuda aos meus mais próximos.”

Recomeçar fora da zona de conforto

Voltar a estudar num curso exigente foi um dos maiores desafios. “Era um curso que me ocupava praticamente 24 horas por dia”, recorda. A entrada no mercado de trabalho trouxe outro impacto: deixar uma área onde era referência para começar de novo.

“Quando estamos numa área há bastante tempo, sentimo-nos seguros. Ao mudar de carreira, perdi isso”, partilha. “Senti-me como se estivesse a começar uma vida nova, completamente fora da minha zona de conforto.”


O que não se perde, transforma-se

Apesar da mudança de área, muito do percurso anterior acompanha hoje a Solange no seu trabalho como Software Tester na Fabamaq.

“Da terapia ocupacional trouxe sobretudo a atenção ao detalhe, o sentido de responsabilidade e a capacidade de análise”, explica. “Trabalhar com pessoas exigia observar, testar hipóteses, documentar tudo com rigor e articular com diferentes profissionais.”

Hoje, essas competências ajudam-na a identificar comportamentos inesperados nos jogos, a validar funcionalidades de forma consistente e a comunicar problemas de forma clara à equipa.


Crescer dentro da Fabamaq

A integração na Fabamaq foi gradual e positiva. “Fui muito bem recebida desde cedo. A equipa mostrou sempre disponibilidade e deixou-me à vontade para perguntar, observar e experimentar.”

No início, a sensação era a de ser “peixe fora de água”, algo que considera natural. Com o tempo, foi ganhando autonomia e confiança. O que mais a surpreendeu foi a complexidade do produto final.

“Não tinha noção das várias camadas envolvidas até chegar ao produto final, nem da diversidade de mercados e do rigor necessário em todo o processo.”


Pequenas etapas, grandes conquistas

Não houve um único momento que marcasse a jornada, mas vários pequenos sinais de evolução. “O mais significativo foi perceber que já não estava apenas a aprender, mas também a contribuir.”

Deixar de sentir que precisava constantemente de ajuda e começar a confiar no próprio trabalho foi, para a Solange, a maior conquista desta nova fase.


"Ganhar confiança num contexto completamente novo é algo que valorizo muito.”

Olhar em frente sem arrependimentos

Hoje, não tem dúvidas de que tomou a decisão certa. “Nunca houve arrependimento. A motivação tem sido sempre investir mais na área, e não o contrário.”

A quem pondera mudar de carreira para tecnologia, deixa um conselho simples e honesto:
“Não esperes pelo momento em que aches que ‘já devias ter começado antes’. Experimenta, pratica e define objetivos pequenos. A aprendizagem demora e nunca vais saber tudo, e isso é normal.”

A sua história mostra que o que escolhemos numa fase da vida não tem de ser definitivo. Com curiosidade, organização e vontade de aprender, é possível construir um novo caminho, mesmo fora da zona de conforto.


Fazer parte da Fabamaq

Para a Solange, fazer parte da Fabamaq significa adaptação e sentido coletivo. “Tecnologia é uma área em constante desenvolvimento e exige mudanças.”

Mais do que uma equipa, destaca o espírito comum. “Mesmo pertencendo a uma equipa específica, apoiamos as conquistas das outras. Os objetivos e os resultados são comuns a todos.”

Uma história de mudança feita com tempo, consciência e coragem e mais um exemplo de que, na Fabamaq, mudar o jogo começa muitas vezes por mudar de caminho.

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